Estrutura da Libras – parte 1

Houve uma época em que a língua que os surdos utilizavam para se comunicar era encarada apenas como gestos e mímicas. No entanto, com o passar dos anos, foi-se entendendo mais claramente que a Libras tem características próprias e especificidades linguísticas. Esta série de artigos vai te ajudar a conhecer um pouco melhor esses elementos e características. 

Qual é a diferença da Libras e da língua portuguesa? 

A primeira diferença entre essas duas línguas é o canal de comunicação utilizado. A língua portuguesa é uma língua oral-auditiva. Isso quer dizer que precisamos utilizar a oralização e a audição para nos comunicar nesse idioma. Já a Libras é uma língua visual e motora. Isso quer dizer que para nos comunicar nessa língua precisamos utilizar as mãos e o corpo. Utilizamos as mãos para fazer os sinais, que é uma combinação do movimento das mãos em uma determinada posição e em um determinado local que pode ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo. Além disso, expressões faciais e corporais são combinadas com os sinais para expressar sentimento, intensidade e naturalidade. Pode-se dizer que as expressões faciais e corporais dão vida ao que está sendo dito. 

Será que podemos dizer que para cada palavra em português sempre há um sinal específico? Não, da mesma maneira que nem sempre há uma palavra em português para uma palavra em inglês e vice-versa. A Libras tem uma estrutura linguística própria, com verbos, advérbios, pronomes, quantificadores, intensificadores, entre outros. Ela tem uma gramática com regras próprias que não seguem as mesmas regras da língua portuguesa. Um exemplo disso é que em Libras não utilizamos conectivos e nem conjunções. 

Quer saber mais sobre essas regras e conhecer melhor a estrutura gramatical da Libras? O próximo artigo dessa série vai apresentar mais detalhes sobre isso.

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